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Mostrando postagens com marcador Marginal Comics. Mostrar todas as postagens
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1.11.14

Sinopse Terceiro Mundo

Uma história sobre três jovens amigos (Raoni, Mana e Nelson) apaixonados por lua, madrugada e aventura, que sobre'vivem' num local já bem conhecido por aqueles que habitam à margem do circo de pedra...

Uma favela batizada de "Terceiro Mundo".

Neste "mundo fictício" existem linhas\muros invisíveis, que separam as crianças pobres do Terceiro Mundo, dos habitantes refinados do Centro Alto. Nossos amigos irão descobrir na prática, ultrapassando essas linhas, o que acontece à quem ousa existir num mundo que não foi projetado e pensado pra eles.

A cada rolê pela madrugada, a cada encontro com uma outra peça deste jogo urbano, o ponto de vista marginal e livre dará um significado diferente a vida mágica que sem perceber, nos escapa pelas mãos na correria do dia-a-dia.

A história dos esquecidos também merece ser contada, pela própria voz que foi calada.

Saudações Marginais,










2.9.14

Estudo de Personagem HQ Terceiro Mundo

Estudo do nosso personagem protagonista em processo de 
criação.

SKETCH - PG #01

Sketch da página #01 da HQ 3º Mundo e um trecho do roteiro.

Obs: Está página já sofreu alterações.



ROTEIRO


Pg #01

Q1.B1 Vai rolar chuva de meteoros. Eu vi na notícia, tá marcado pra hoje... Já é meia-noite... Pô, cadê a galera?

Q1.B2 Tudo bem, nem eu nem eles, a gente nunca se deu muito bem com horário...


HQ da Marginal Comics "Terceiro Mundo"

Um trecho do roteiro da 1ª edição da HQ Terceiro Mundo e um poster para divulgação.

"... Eu posso sentir, sim, eu sinto. Ainda tô vivo, o vento no rosto não me deixa esquecer. Como... Como se eu tivesse nascido pra pedalar, sabe? A cidadeescura, solitária, vazia, inofensiva. A essa hora o Centro Alto não tá mais lotado de pessoas com sacolas nas mãos, com pressa, segurando aqueles aparelhos, conversando com amigos virtuais enquanto esbarram em quem não parece importante, por ser apenas um pedaço incômodo da realidade. Algo acontece durante o dia, uma espécie de seleção natural. A noite 'resta' apenas à 'sobra', os desajustados.
Loucos das praças, malandros de esquina, mendigos, putas, crianças perdidas, bêbados malabaristas... Agora, durante a madrugada a cidade pertence a eles, ou melhor: Pertence a nós! "

continua...

Texto: Ibu Junior Martins
Ilustração: Robert Yo 



O inicio

A Marginal Comics surge com a iniciativa de colocar no mesmo local uma informação poética, atual e necessária de uma maneira simples, gostosa e prática. Quem sabe, nessa busca incessante daquele algo mais que teima em povoar nosso imaginário, essa informação não venha a se tornar conhecimento para que futuramente através da experimentação da vida, possa por fim, migrar para a calma sabedoria.

Como foi dito uma vez, sobre o mano Eduardo Galeano, nós também gostamos de ficar com um olho no telescópio e outro no microscópio.

A ideia é o seguinte: A imensidão da vida nos atrai, sempre nos atraiu. Todo o mistério por trás da origem do universo, indo das partículas subatômicas ao infinito cosmos celeste. Tudo isso brilha de uma maneira intensa, misteriosa e viva, porém o nosso telescópio, o “Macro” da vida, às vezes deve dar passagem ao microscópio, o “Micro” do nosso cotidiano, das relações que juntas, misturadas e emaranhadas formam o nosso dia-a-dia.

Toda história merece ser contada, toda aventura 'sobre'vivida na selva de pedra, no circo de concreto, nas capitais dominadas pelo papel verde merecem ser ditas, e como já não temos mais as rodas de fogueiras para contarmos nossas lendas, que então os quadrinhos nos salvem da tragédia da solidão em massa.

É mágico, complexo e desafiador sobreviver a uma modernidade que está em contradição com seu desejo de crescer aonde já não cabe mais corpos nem corações, que gera desejos e frustrações proporcionalmente infinitas, que fabrica todos os dias uma legião de vencedores e vencidos.

A história dos ninguéns, dos marginais, dos donos de nada indo para lugar algum grita pra cidade, faz um apelo em alto e bom som: ESCUTEM-NOS, NÓS EXISTIMOS. E é sobre essa existência que teima em querer dignidade, que iremos falar, contar, “proziar” um pouquinho, tendo em mente a vontade, o desejo de que em cima de cada história, a gente possa refletir e aprender... Juntxs!



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